Ourivesaria

Desde o tempo mais antigo e com diferentes intenções, o homem sempre sentiu necessidade de adornar o seu corpo. Falar das origens da ornamentação humana é falar da própria origem do ser humano. O estudo da história da ornamentação humana constitui um valioso instumento, para conhecer a história do homem através dos seus costumes, das suas tradições e crenças e dos seus gostos estéticos. Os adornos, são sinais que comunicam, objectos com uma função em si mesmos e possuindo um determinado fim.

No paleolítico, a representação pictórica tinha um efeito mágico do que estético,tinha por objectivo a encenação de um acontecimento, de um feito que iria acontecer. O artista do paleolítico era caçador e, para ele, a arte era técnica mágica da caça. Não fazia distinção entre a realidade e a ficção, entre caçar e pintar, sendo a sua intenção garantir a continuidade da subsistência diária. Com o mesmo objectivo, os adornos utilizados possuiam um caracter mágico, deste modo, as conchas, por exemplo, simbolizavam o femenino e a fertilidade, eram utilizados para assegurar a gestação e preservar a continuidade da espécie; os dentes e as plumas, eram utilizadas para coferir forças e energia.

No Neolítico, com o domínio da agricultura e da pastorícia, verifica-se os primeiros povoamentos, os excedentes e a troca de produtos-comércio. A partir de então, passa a ser possível dedicar algum tempo a outras tarefas que não só da própria sobrevivência diária. Com o aparecimento dos primeiros indícios da sociedade e inter-relação entre diversos grupos, começa-se a estabelecer-se uma organização económica-social, e religiosas, provocando uma mudança de valores. Desenvolve-se então a hierarquização das actividades, em especial a organização do trabalho, dando a origem ao aparecimento das classes sociais e também aos primeiros ofícios, entre quais a ourivesaria.

O impacto da revolução industrial sobre a sociedade europeia da segunda parte do século XIX, em que os homens apostaram nas máquinas e a divisão do trabalho como factores impeditivos de uma relação entre o operário e o produto. Numa mistura entre as novas idéias sociais e uma visão romântica da tradição medieval proclamavam o valor do trabalho artesanal e da arte na vida quotidiana. Estas propostas, que constituiram o idiário do movimento Arts ands Crafts, exerceram grande influência na evolução da ourivesaria, nas artes e no desenho industrial ao longo do século xx.

 

 

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